Revista Indústria - Junho/22
extremamente lentas, como o que ocorre em empreendimentos hidrelétricos: o tem- po médio que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renová- veis (IBAMA) leva para conceder uma licen- ça é de 34 meses. Nos estados, a média para obter licença ambiental é um pouco menor, de 28 meses, mas pode chegar a 7 anos. Tudo isso esgota a capacidade do setor empresarial de suportar os prazos e os en- cargos deles decorrentes. Outro problema é a falta de um modelo simplificado de licen- ciamento que beneficie micro e pequenos empreendimentos, pois de todos são exigi- das três licenças (prévia, de instalação e de operação, sendo esta última dependente de renovações periódicas). “Existem cerca de 27 mil normas de li- cenciamento ambiental no Brasil. Por isso é preciso promover uma integração cada vez maior entre as mais variadas políticas am- bientais, como já ocorre em todos os países do G7, que contam com um procedimento simplificado. Assim, eles só gastam energia e recursos públicos em licenciamentos mais complexos”, destaca Davi Bomtempo. ■ Fonte: CNI- A Economia de Baixo Carbono: Para um Futuro Sustentável – 2022. A indústria de cimento no Brasil emitem 11% menos gases de efeito estufa que a média mundial. O setor de papel e celulose destina 9 milhões de hectares ao cultivo de árvores para fins industriais, e preserva outros 6 milhões de hectares de florestas nativas. A indústria química reduziu em 44% as emissões de gases de efeito estufa na última década. CO A INDÚSTRIA VEM FAZENDO SEU DEVER DE CASA 39 Revista Indústria Brasileira
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