Revista Indústria Brasileira

José Carlos Lyra de Andrade, presiden- te da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), afirma que a aprova- ção da reforma tributária, em discussão numa comissão mista do Congresso Na- cional, vai simplificar o pagamento de tri- butos e facilitar o dia a dia das empresas. “Sabemos que reduzir a carga tributária é difícil, mas uma simplificação é neces- sária. Hoje o emaranhado fiscal é muito grande. Em alguns setores há um contin- gente maior na área fiscal da empresa do que em funcionários”, avalia. Para Andra- de, o atual sistema tributário é uma trava ao desenvolvimento do país. “O peso dos tributos para o setor pro- dutivo é muito grande. Isso faz com que as empresas brasileiras percam competitivi- dade no mercado e inibe investimentos. O Brasil precisa de um sistema tributário sim- ples e justo”, complementa Roberto Pires, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO). Ele destaca que a carga tributária no Brasil represen- ta 32,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e chega a 65,1% do lucro das empresas. “A reforma tributária é necessária e urgente, mas precisa ser profunda para que o país sinta seus efeitos”, afirma o dirigente. Maurício Luís Maioli, sócio head da área tributária do Feijó Lopes Advogados, des- taca a complexidade do sistema tributário. “ Nosso sistema é muito complexo e é difí- cil de explicar para brasileiros e mais ainda para estrangeiros”, critica Maioli. “A empre- sa tem que pagar um tributo, calcular cré- ditos, fazer encontro de contas e tudo isso envolve o custo de recolhimento”, explica o advogado. Segundo ele, as principais pro- postas em discussão no Congresso Nacio- nal são positivas porque simplificam o re- colhimento de impostos e reduzem o custo para as empresas. Para Synésio Batista, presidente da As- sociação Brasileira dos Fabricantes de Brin- quedos (Abrinq), a reforma tributária é ab- solutamente necessária para aumentar a produtividade da indústria brasileira e am- pliar a inserção internacional do país. “In- ternamente, temos que  avançar na redução de preços dos produtos industriais e aumen- tar escala com a ampliação do total de con- sumidores”, sugere Synésio. Fonte: Competitividade Brasil 2019-2020/ CNI 1º 2º COREIA DO SUL CANADÁ 3º 4º AUSTRÁLIA CHINA 5º 6º ESPANHA TAILÂNDIA 7º 8º POLÔNIA CHILE 9º 10º RÚSSIA ÁFRICA DO SUL 11º 12º TURQUIA MÉXICO 13º 14º INDONÉSIA ÍNDIA 15º 16º COLÔMBIA PERU 17º 18º BRASIL ARGENTINA (Os mais competitivos, entre 18 países selecionados) COMPETITIVIDADE DA ECONOMIA BRASILEIRA A falta de reformas dificulta a 10 Revista Indústria Brasileira ▶ março 2021 ▼ Capa

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