RIB - Outubro 2023
Quais conquistas ocorridas ao longo da sua gestão na CNI o senhor destacaria? Nesse período, graças ao qualificado trabalho desen- volvido pelas equipes da CNI, contribuímos para a aprovação de diversos projetos que ajudaram a me- lhorar o ambiente de negócios. Destacaria as refor- mas trabalhista e da previdência, a lei da biodiver- sidade e avanços na infraestrutura, como os marcos legais do saneamento, dos portos e do gás. Conse- guimos também colocar a inovação no centro da es- tratégia das empresas, graças ao trabalho da Mobili- zação Empresarial pela Inovação (MEI). Ainda nesse campo, destaco a criação, pelo SENAI, da rede de 26 institutos de inovação e 60 de tecnologia, que pres- tam inestimável apoio para indústrias de todos os portes e regiões. O SESI, por sua vez, tem hoje o me- lhor sistema de ensino fundamental. Além de um modelo pedagógico avançado, todas as suas esco- las estão equipadas com equipamentos de alta tec- nologia e oferecem aulas de robótica, que estimu- lam o raciocínio dos alunos. O que, na sua visão, está faltando para que o Brasil entre, finalmente, na trilha do desenvolvimento econômico e social? A meu ver, falta espírito público e visão de futuro de grande parte das lideranças políticas e empresariais do país. Precisamos pensar o Brasil a longo prazo, levando mais em conta os interesses da nação e da população do que interesses paroquiais ou setoriais. Semmudanças estruturais, dificilmente conseguire- mos nos desenvolver de forma sustentável, reduzir desigualdades sociais e regionais, e ter uma maior inserção na economia global. Acho inacreditável, por exemplo, quando um governador ou prefeito fica contra a reforma tributária e alguns segmentos da economia não conseguem enxergar que ela torna- rá o sistema mais simples e menos oneroso. O novo modelo, certamente, propiciará atração de investi- mentos, crescimento maior da economia e geração de mais empregos e renda para a população, benefi- ciando todos os segmentos empresariais, e da arre- cadação, que possibilitará mais investimentos públi- cos em áreas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país. E com relação à CNI, que futuro o senhor vê para a entidade? Com certeza, o futuro da CNI é muito promissor. Todos os integrantes da nova diretoria conhecem bemos entraves que impedemnossa indústria de ser mais competitiva e o que é preciso ser feito para su- perar os diversos desafios. Destaco, especialmente, o novo presidente, Ricardo Alban, que fez um exce- lente trabalho à frente da Federação das Indústrias da Bahia e é um empresário moderno e empreen- dedor. Além disso, ele tem uma grande capacidade de articulação e um ótimo relacionamento com au- toridades dos poderes Executivo e Legislativo, fator fundamental para a viabilização das agendas de in- teresse da indústria. 17 Revista da Indústria Brasileira #082
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