Revista Indústria Brasileira - Julho/22

◀ Sylvia Lorena, gerente- executiva da CNI, diz que legislação precisa ter revisão constante para se adaptar às novas formas de trabalho DESAFIOS É consenso entre os defensores da refor- ma trabalhista de 2017 que ela não foi a re- visão ideal das regras, mas a possível de ser realizada naquele momento. Apesar de to- dos os avanços, a revolução tecnológica vivi- da pela sociedade nessas primeiras décadas do século demanda uma constante revisão da legislação trabalhista. Como explica Sylvia Lorena, “a tecnolo- gia muda todo dia e diariamente temos no- vas formas de trabalhar e produzir. Por isso, precisamos avançar para ter regras mais cla- ras que acompanhem as mudanças”. A especialista também defende a harmo- nização das regras previdenciárias, de segu- rança e de saúde com as trabalhistas, além da previsão na lei da possibilidade de traba- lho misto, combinando dias de expediente na empresa e outros em casa. “É importan- te deixar isso bem claro para que não se te- nha a interpretação de que tem que ser um ou o outro modelo”, de acordo com a geren- te-executiva da CNI. ■ Resultados da reforma trabalhista Queda de na Justiça do Trabalho 46% no número de novas ações Crescimento de com cláusulas relacionadas ao teletrabalho entre 2019 e 2020 360% do número de acordos coletivos Mais de para rescisão de contratos de trabalho 740 mil acordos de acordos extrajudiciais entre novembro de 2017 e dezembro de 2021 250 mil pedidos Fontes: TST e FipeSS 33 Revista Indústria Brasileira

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