Revista Indústria - Junho/22

Saúde precisa de gestão e novas tecnologias ATENÇÃO PRIMÁRIA EFETIVA, USO EFICIENTE DE DADOS DO PACIENTE E TELESSAÚDE INTEGRADA MELHORAM O ATENDIMENTO Aperfeiçoar um sistema sufocado, com de- manda alta e atendimento aquém do deseja- do. Essa é a principal recomendação do es- tudo Saúde: agenda pós-pandemia , elaborado pela ConfederaçãoNacional da Indústria (CNI) para ser entregue aos presidenciáveis. O do- cumento defende o fortalecimento da estra- tégia de Atenção Primária à Saúde (APS), a implementação da telessaúde integrada e a disponibilização de dados para uma ges- tão mais efetiva. As três propostas estão interconectadas e funcionam quase como uma linha do tempo. A eclosão da pandemia da Covid-19, trágica para milhares de famílias brasileiras, mos- trou a necessidade de uma atenção mais di- reta ao paciente em toda a etapa de aten- dimento, desde o monitoramento anterior, passando pela consulta com o profissional de saúde até o acompanhamento posterior, para checar a evolução dos sintomas. Essa visão mais sistêmica está contem- plada na proposta da CNI. O foco na APS fun- ciona como ummecanismo de prevenção às doenças, cuja primeira fase – de coleta de dados – já se reveste de uma importância muito grande. Detectado o problema, a pos- sibilidade de atendimento pelo sistema de telessaúde, evitando que o paciente tenha de se dirigir até os pontos de atendimento, di- minui custos e tempo perdido com desloca- mento. Por fim, um trabalho de integração e acompanhamento posterior, amparado em dados coletados nas etapas anteriores, pro- longa a atenção ao doente após a consulta. As propostas têm como objetivo aumen- tar a eficiência dos sistemas público e pri- vado de saúde, com a obtenção de melhores resultados a um custo mais acessível para indivíduos, empresas e governos. Trata-se de uma agenda prioritária não apenas pe- las consequências da Covid-19, mas também por causa do rápido envelhecimento popu- lacional, da maior incidência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e do aumento nos custos para as empresas, com eventuais tratamentos de pacientes ou au- sências ao trabalho devido a doenças. “No Brasil, os sistemas de saúde têm en- frentado enormes desafios. E as soluções re- querem abordagem multiprofissional, que envolva o SUS e a saúde suplementar na as- sistência integral de pacientes, comcoordena- ção entre os níveis de atenção e foco emme- didas preventivas”, resume Katyana Aragão, gerente-executiva de Saúde e Segurança na In- dústria do Serviço Social da Indústria (SESI). ■ ▶ “As soluções requerem abordagem multiprofissional, que envolva o SUS e a saúde suplementar”, defende Katyana Aragão (SESI) 44 Revista Indústria Brasileira ▶ junho 2022 ▼ Edição Especial

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