Revista Indústria - Junho/22

do Brasil de atrair investimento estrangeiro direto. Nossa tributação é de 34%, acima da média, de 23%, dos países da OCDE. “Essa sobrecarga faz com que o Brasil perca atra- tividade para receber investimento no se- tor industrial”, comenta. Assim, é necessá- rio “redesenhar a forma como o país tributa a renda das empresas e pensar nesse novo sistema como um todo”. “Não precisamos re- inventar a roda, basta seguirmos os padrões internacionais”, resume. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, lembra que a “disfun- cionalidade do sistema tributário brasilei- ro também gera um enorme passivo fis- cal”. “As propostas da indústria vão na direção da desburocratização, de ter os créditos perfeitamente reconhecidos, de eliminar cumulatividade e, com isso, au- mentar a competitividade e estimular in- vestimentos”, avalia. ■ ◀ “As reformas terão o efeito de melhorar a produtividade da nossa economia e a alocação eficiente de recursos”, diz Mário Sérgio Telles (CNI) A modernização do sistema tributário deve: Fonte: CNI 1. Substituir os atuais tributos incidentes sobre consumo (PIS/Cofins, ICMS, ISS e IPI) por dois tributos sobre valor agregado (um federal e outro estadual/municipal) 2. Estabelecer período de transição entre o sistema de tributação de consumo atual e o novo 3. Não aumentar a carga tributária global 4. Criar fundos de desenvolvimento regional 5. Garantir a manutenção do tratamento tributário favorecido à Zona Franca de Manaus e às micro e pequenas empresas 13 Revista Indústria Brasileira

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