Revista Indústria Brasileira
se enquadrar como startup, alémde processos mais simples para abertura e fechamento de negócios. Rafael Ribeiro, head de operações da Bossanova In- vestimento, afirma que a definição é um passo importan- te porque hoje há “diversas iniciativas que se consideram startups, mas que se sabe que não são”. Entre os pontos im- portantes, ele destaca a regulamentação que protege o in- vestidor anjo. “Há um problema em relação à questão pa- trimonial que gera insegurança e que será resolvido com a nova legislação. Isso deve aumentar a injeção de capital no mercado”, afirma ele, ressaltando que a inovação é o mo- tor de desenvolvimento do país. Cofundador da Cotidiano Aceleradora de Startups, André Fróes afirma que o marco legal teve contribuição do ecossistema de inovação, mas as discussões no con- gresso acabaram indo para uma direção em que pontos importantes foram retirados e precisam ser retomados. “Inovação é o caminho para resolvermos dores, proble- mas e ineficiências muitas vezes já conhecidas e que travam o nosso crescimento. Estimular a inovação é es- timular o olhar para a solução dos problemas que impe- dem o melhor desenvolvimento do país”, resume ele. ■ como vacinas e insumos, essa restrição de recursos para a ciência se mostrou ainda mais preocupante e exemplifica bem o problema que representa o contingenciamento do Fundo”, argumenta Mori. Com o objetivo de garantir o fluxo de recursos para investimentos em inovação, o Congresso Nacional aprovou, no ano passado, um projeto de lei que, entre outros pontos, proibia o contingenciamen- to de recursos do FNDCT, mas esse item foi vetado pelo presidente, que sancionou a proposta em janeiro. Na avaliação da Confedera- ção Nacional da Indústria (CNI), os vetos publicados comprometem as possibilidades de investimentos nacionais em pesquisas, espe- cialmente neste momento de pandemia, em que a ciência tem se tornado cada vez mais fundamental para a superação dos desafios relacionados ao novo coronavírus. Gianna Sagazio, diretora de Inovação da CNI, destaca que os pa- íses mais inovadores e desenvolvidos têm investido cada vez mais em pesquisa e desenvolvimento. Segundo ela, os países da OCDE investem acima de 2% do PIB no setor, com alguns chegando a 5%, como Coreia do Sul e Israel. “Os países, sabendo que a área de ci- ência e tecnologia é o grande vetor do desenvolvimento, investem mais. Há uma correlação entre investimento e crescimento, princi- palmente na área de ciência, tecnologia e inovação”, afirma. Segun- do ela, os recursos do FNDCT são importantes para que a economia possa se modernizar e acompanhar a quarta revolução industrial. ■ BRASIL OCUPA APENAS A 62ª POSIÇÃO NO ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO 1º Suíça 2º Suécia 3º Estados Unidos 4º Reino Unido 5º Holanda 6º Dinamarca 7º Finlândia 8º Cingapura 9º Alemanha 10º Coreia do Sul 14º China 47º Rússia 48º Índia 60º África do Sul 62º Brasil Fonte: Índice Global de Inovação – 2020 19 Revista Indústria Brasileira
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