Revista Indústria Brasileira - Julho/22

O programa é uma parceria entre o governo federal e o setor produtivo para incrementar a indústria automobilística nacional. Esse programa deve durar 15 anos, mas precisa ser renovado a cada cinco para adequar-se à legislação. Para que as melhorias se concretizem, prevê- -se uma isenção de tributos e os recur- sos que seriam pagos ao governo são in- vestidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em parceria com universidades ou centros de pesquisa. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defi- niu cinco grupos de trabalho que dialo- gam com o governo para definir as próxi- mas etapas do projeto. O setor automotivo defende o prosseguimento do modelo de desonerações para financiar pesquisas em novas tecnologias. O primeiro grupo busca definir as no- vas metas e incentivos para P&D. O segun- do discute novos parâmetros de eficiência energética para veículos leves. Outro gru- po trata dos novos objetivos de eficiência para veículos pesados. O quarto procura maneiras para melhorar a segurança vei- cular. Por fim, a quinta equipe dá segui- mento às conversas sobre os investimentos destinados aos projetos e programas prio- ritários (PPPs) para aprimorar a indústria. O sucesso do programa também é evi- denciado por outros resultados dos primei- ros anos. Foram realizadas 260 consultorias de lean, um processo de gestão industrial que proporciona avanços nas etapas de pro- dução e elimina desperdícios e mais de 500 avaliações de maturidade tecnológica. Ao todo, 372 empresas que atuam direta ou in- diretamente no setor automotivo foram im- pactadas pelo Rota 2030 até o momento. O FUTURO O advento de tecnologias como o 5G e os carros híbridos, que misturam com- bustíveis fósseis, biocombustíveis e ele- tricidade, por exemplo, exige um plane- jamento complexo. “Carros elétricos vão demandar mais energia. Estamos prontos para assimilar esse consumo? O 5G vai ajudar na amplia- ção dos carros autônomos. Temos pontos de conexão nas rodovias preparados para isso?”, questiona o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI, Jefferson Gomes. Para ele, as próximas etapas do Rota 2030 precisam envolver o que ele chamou de “externalidades” — que são os setores e as empresas com os quais a indústria auto- motiva tem interface e que interagem entre si, aumentando a competitividade. ▶ 5G e os carros elétricos afetarão o setor e é preciso se preparar, diz Jefferson Gomes (SENAI) 28 Revista Indústria Brasileira ▶ julho 2022 ▼ Competitividade

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