Revista Indústria Brasileira - Julho/22
é de qualificação, requalificação e forma- ção da nossa mão de obra, visando à edu- cação em tecnologia. É o grande esforço que o país tem que fazer”, resume. Suzana Kahn Ribeiro, diretora do cen- tro Brasil-China do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ), afirma que, do ponto de vista da sustentabilidade e das mudanças climáticas, o grande desafio para a indústria brasileira é se adequar a uma redução do uso de recursos naturais no produto final. “Isso envolve toda a cadeia produtiva. O mundo está cada vez mais atento aos con- ceitos ESG, que levam em conta o meio ambiente, os aspectos sociais e a gover- nança. Com a rastreabilidade da cadeia produtiva, essa questão se torna um dife- rencial competitivo”, avalia Suzana. Caso não faça isso, complementa, o Brasil po- derá ter dificuldades no mercado global. Segundo a pesquisadora, o país dispõe de inúmeras alternativas de geração de energia renovável. “Se houver um plane- jamento estratégico para uma industriali- zação moderna e sustentável, o Brasil po- derá liderar essa transição”, aposta. Estudos da CNI mostram que a descar- bonização dos processos de produção re- quer investimentos elevados, mas também oferece muitas oportunidades para o Bra- sil, graças à sua matriz energética limpa, à sua expressiva área coberta por florestas, rica biodiversidade, e à maior reserva de água doce do mundo – características que podem trazer vantagens competitivas para as empresas e ampliar as exportações de produtos brasileiros. Hoje, conforme es- tudo do IEDI, é a China quem lidera, no mundo, a indústria de transformação. Mônica Messenberg, diretora de Rela- ções Institucionais da CNI, diz que o pro- tagonismo empresarial é um fator capaz de reverter a trajetória de perda de com- petitividade do Brasil e de estimular o po- tencial de crescimento, objetivo do mapa. “Para alcançar patamares elevados de produtividade, o país precisa imple- mentar uma estratégia nacional de lon- go prazo e com metas bem definidas, que estimulem a ciência, a tecnologia e a inovação a fim de aproveitar a janela de oportunidade com a revolução verde e tecnológica pela qual o mundo passa”, ar- gumenta a dirigente. Na avaliação da CNI, um processo de grande impacto que contou com participa- ção intensa da entidade foi a revisão das Normas Regulamentadoras (NRs). A entida- de contribuiu, nas consultas públicas, com sugestões para aperfeiçoar essas regras. Ainda em 2018, foram editadas pelo Mi- nistério do Trabalho as Portarias 252, 316 e 1083 como aperfeiçoamento da NR 12, que trata da segurança do trabalho emmáquinas e equipamentos. A articulação e a discussão ◀ “ A educação é a grande solução para nos tornarmos um país mais competitivo e inovador”, defende Paula Harraca (ArcelorMittal) 13 Revista Indústria Brasileira
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