Revista Indústria Brasileira - Julho/22
de bens e serviços de oito para dois, até 2022, está longe de ser alcançada. Para o presidente do IEDI, a discussão da re- forma tributária “está madura e não se- guiu adiante porque o governo federal relutou em fazer”. Estudo do IEDI divulgado no final de junho destaca quatro condições cruciais para viabilizar uma agenda de desenvolvi- mento: manutenção da tranquilidade ins- titucional e reforço da segurança jurídica; contas públicas sob controle e evolução significativa da governança do Estado; re- dução das desigualdades sociais; e avanços na sustentabilidade ambiental. Presentes no Mapa Estratégico da Indús- tria de 2018-2022 , com diferentes resulta- dos em relação aos propósitos almejados, esses quatro temas continuarão sendo prioridade nos próximos anos. “Política industrial é sempre olhar o futuro, e não o passado. Quem aposta e ganha em política industrial é porque antecipou bem o que será o carro-che- fe da indústria no futuro e construiu me- canismos para favorecer isso”, afirma Gomes de Almeida. Do ponto de vista estratégico, analisa, o Brasil “precisa criar condições para ab- sorver as tecnologias emergentes na revo- lução da indústria 4.0 e promover o desen- volvimento e a aplicação delas”. “É preciso potencializar a inovação, por meio de pesquisa e desenvolvimento em instituições públicas e no setor priva- do, de fortalecimento da educação básica e tecnológica e de programas que articu- lem a cooperação dessas entidades com o setor produtivo e o governo”, destaca o presidente do IEDI. Julio Sergio Gomes de Almeida diz que já existe um roteiro de política industrial delineado pelas maiores economias. Esse roteiro, segundo ele, abrange os seguintes ◀ Mônica Messenberg (CNI) diz que o protagonismo empresarial é capaz de reverter a trajetória de perda de competitividade do Brasil 11 Revista Indústria Brasileira
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