Revista Indústria Brasileira - Julho/22

Dos 73 indicadores que constam do tex- to atual, 56% caminham para alcançar ou já atingiram as metas estabelecidas. Em com- paração com o início de 2018, o número de indicadores que mais se aproximavam da respectiva meta passou de 30 para 40. Os itens que o fazem em uma velocidade sufi- ciente para alcançar os objetivos ainda em 2022 passaram de oito para 17. Apesar da evolução, é preciso intensifi- car os esforços em prol da competitivida- de, pois a maioria dos índices avança rumo ao cumprimento das metas em velocidade menor que a necessária para alcançá-las até o final deste ano, conforme avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade alerta que a quantidade de indicadores com percurso divergente dos objetivos traçados, apesar de permanecer abaixo do patamar original de 2018, vem crescendo nos últimos anos. PREVIDÊNCIA Uma das principais conquistas da edi- ção atual do plano, segundo a CNI, foi a aprovação da reforma da Previdência So- cial em 2019. Ela foi essencial para garan- tir o controle das contas públicas brasi- leiras e a estabilidade macroeconômica necessária à competitividade da indústria. A atuação da CNI pela aprovação da re- forma ocorreu em três frentes. Uma de- las foi a avaliação das propostas discutidas no Congresso; a segunda foi a conscienti- zação da população sobre a importância das mudanças; por fim, houve a mobiliza- ção de empresários industriais pela apro- vação da reforma. A nova versão do Mapa Estratégico da In- dústria reforçará a necessidade de o Brasil avançar nas reformas e na criação de con- dições favoráveis para o desenvolvimento econômico e social do país. Na avaliação de Julio Sergio Gomes de Almeida, presidente do Instituto de Estu- dos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), é preciso investir em uma agenda de ações para aprimorar o ambiente de ne- gócios e reduzir divergências do Brasil em relação aos padrões e às práticas comuns nos países desenvolvidos. “A tarefa é complexa e só terá suces- so com coordenação política e debate de- mocrático e qualificado de ideias entre os agentes sociais”, afirma. Do ponto de vis- ta da indústria, diz ele, uma das questões mais importantes é a reforma tributária, em especial a tributação sobre o consumo, que “precisa ser modernizada”. Incluída no Mapa Estratégico da Indús- tria 2018-2022 , a meta de reduzir o número de tributos incidentes sobre a circulação “ A tarefa é complexa e só terá sucesso com coordenação política e debate democrático e qualificado de ideias entre os agentes sociais” ▲ Julio Sergio Gomes de Almeida presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) 10 Revista Indústria Brasileira ▶ julho 2022 ▼ Capa

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