Revista Indústria Brasileira - Dezembro
em novembro, tornando-se a primeira esta- giária em trabalho remoto da organização. Jennifer da Silva, 24 anos, é de São Pau- lo, mas mora em Cajazeiras, cidade que fica a 475 km da capital João Pessoa. Estudante do curso de Tecnologia em Análise e Desen- volvimento de Sistemas do Instituto Federal da Paraíba, ela conta que o home office não é uma realidade distante, já que é bastante comum em sua área. “Se não tiver uma boa equipe e uma boa comunicação, isso pode ser bem de- safiador. Às vezes sinto falta da comuni- cação direta, pois, querendo ou não, se torna um trabalho solitário, mas as van- tagens são muito atrativas”, diz a jovem. Apesar de gostar da ideia do formato hí- brido, Jennifer afirma que prefere o tra- balho totalmente remoto. A possibilidade de contratar pessoas de outras cidades ou estados para o formato remoto beneficia tanto empresas quanto estagiários e profissionais. “Estamos ven- do que é algo que dá certo, e fica muito mais fácil encontrarmos o perfil que me- lhor se encaixa para cada vaga”, destaca Flá- via Mello, da ATI. TRANSFORMAÇÕES POSITIVAS Uma pesquisa feita pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade que faz parte do Siste- ma Indústria, com profissionais envolvidos no processo de contratação das empresas e gestores das atividades de estágio das uni- versidades revela que a pandemia acelerou a digitalização de processos e a utilização de ferramentas para o trabalho remoto. Além disso, as empresas e as universidades apon- taram mais pontos positivos do que negati- vos nessa nova maneira de trabalhar. Contratar o estagiário – desde o proces- so de entrevista até a assinatura do contra- to de forma virtual – ficou muito mais ágil e transparente. O fim das fronteiras geográ- ficas, como é o caso da Jennifer, que mora na Paraíba e trabalha para uma empresa de Minas Gerais, foi apontado como outro fator positivo no levantamento do IEL. Ainda segundo a pesquisa, o trabalho re- moto faz com que os estudantes se organi- zem melhor entre aulas e trabalho. As em- presas, por sua vez, começaram a identificar a necessidade de treinar os estagiários sobre como usar seu tempo no home office e adqui- rir habilidades comportamentais a distân- cia, alguns dos maiores desafios desse for- mato.”A adoção desses modelos depende da formação e da atividade, mas hoje todos es- tão mais abertos a repensar o formato de trabalho, principalmente em áreas como a de Tecnologia da Informação”, destaca o su- perintendente nacional do IEL, Eduardo Vaz. Segundo ele, a instituição tem atuado justamente para atender às transformações da sociedade, auxiliando empresas, univer- sidades e estagiários a se adaptarem às no- vas demandas provocadas pela pandemia. ▶ “Hoje todos estão mais abertos a repensar o formato de trabalho, principalmente em áreas como a de Tecnologia da Informação”, diz Eduardo Vaz (IEL) 44 Revista Indústria Brasileira ▶ dezembro 2021 ▼ SESI/SENAI/IEL
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