Revista Indústria - agosto 2022
para atuar em nossas operações e em toda a cadeia de fornecimento”, afirma. COMPENSAÇÃO A preocupação com a sustentabilidade também pauta as ações da Klabin, uma das maiores produtoras e exportadoras de pa- péis para embalagens do Brasil. Com me- didas como a substituição de combustíveis fósseis por energia de fontes renováveis a empresa conseguiu, entre 2003 e, reduzir em 56% suas emissões de gases de efeito estu- fa (GEE). Até 2030, a Klabin pretende con- tar com uma matriz energética ainda mais limpa, com 56% dela alimentados por fon- tes limpas e renováveis. Como é uma indústria de base florestal, o balanço de carbono da Klabin é positivo, o que significa que a companhia captura mais gás carbônico da atmosfera do que emite em suas operações. O diretor de Tecnologia In- dustrial, Inovação, Sustentabilidade e Proje- tos da empresa, Francisco Razzolini, explica que isso ocorre porque suas áreas florestais capturam e fixam dióxido de carbono (CO₂) suficiente para compensar as emissões oriundas do seu processo produtivo. “Em, o nosso saldo positivo foi de 4,9 mi- lhões de toneladas de CO 2 eq (equivalente de dióxido de carbono)”. Mais de 42% das áreas florestais da Klabin são de florestas nativas preservadas. Na busca pela descarbonização das ma- trizes energéticas, o hidrogênio sustentável se apresenta como uma solução promisso- ra e oportunidade para a indústria brasileira. De acordo com o estudo Hidrogênio Susten- tável – Perspectivas e potencial para a indús- tria brasileira , lançado em agosto pela CNI, existem duas modalidades de produção mais adequadas para uso no setor industrial: o hi- drogênio verde, produzido a partir de fon- tes renováveis, e o hidrogênio azul, obtido a partir do gás natural, mas com emissões reduzidas por meio da tecnologia de captu- ra e armazenamento de carbono. O levantamento aponta que os setores in- dustriais de refino e fertilizantes, grandes consumidores de hidrogênio, têm potencial de uso imediato do hidrogênio sustentável. Já as áreas de siderurgia, metalurgia, cerâ- mica, vidro e cimento apresentam poten- cial para adoção da fonte de energia a cur- to e médio prazos. FORMAÇÃO E TECNOLOGIA Visando atender à demanda da indústria, parcerias entre o Serviço Nacional de Apren- dizagem Industrial (SENAI) e a Cooperação Técnica Alemã para o Desenvolvimento Sus- tentável (GIZ) investirão milhões de reais em duas frentes para a promoção da economia de baixo carbono: formação de profissionais para a cadeia de hidrogênio verde no Brasil e desenvolvimento de um combustível sus- tentável de aviação. Na formação profissional serão investi- dos, até 2023, R$ 14 milhões na adaptação de infraestrutura e na compra de equipa- mentos para seis centros de treinamento – sendo um de excelência, emNatal (RN), que ▶ Mônica Messenberg, da CNI, destaca que adotar a produção de baixo carbono é desafio, mas cria oportunidades para a indústria 32 Revista Indústria Brasileira ▶ agosto 2022 ▼ Competitividade
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