Revista Indústria - agosto 2022
Eles não querem algo europeu; gostaram do nosso trabalho. Temos que fazer adaptações, porque as roupas deles, por exemplo, são mais fechadas que as nossas”, analisa Prado. O estilista agora está de olho no mercado indiano. Na esperança do êxito da expansão fora do país, ele contratou dez novos funcio- nários para cuidar, exclusivamente, do pro- cesso de internacionalização da empresa. Em João Pessoa (PB), Walker Cunha pro- duz cortinas, persianas, forros e roupas de cama na Decohaus, mas ele também tem outra empresa, a Cabanna, que já expor- ta produtos. A empresa fabrica móveis de alto padrão para áreas externas como pu- fes, cadeiras, espreguiçadeiras e mesas com acabamentos requintados. Os produtos são exportados para Bolívia, Porto Rico, Repú- blica Dominicana e Angola, por exemplo, e a pretensão de Cunha é vender também para Portugal e Canadá. A expansão dos negócios de Cunha con- ta com a ajuda de duas parcerias com a CNI. A entidade auxilia o empresário a obter cer- tificados de garantia para exportar para ou- tros países da América do Sul. Nesse sen- tido, existem conversas adiantadas com o Peru e prospecções com o Uruguai e o Chi- le. O paraibano, que tem fábrica montada em Cabedelo (PB), também teve o apoio da CNI – junto com a APEX – para participar de uma feira em Milão. “Esses encontros agregam valor aos nos- sos produtos. Quem dita a tendência do de- sign mundial é a Europa. As viagens são importantes como benchmarking , para olhar- mos para o futuro, em busca das inovações”, avalia o empresário. OPORTUNIDADES NO BRASIL Antônio Benedito dos Santos é dono da Cre- me Mel, empresa goiana de sorvetes que nas- ceu há 35 anos com um freezer na garagem de casa e quatro carrinhos de picolé que per- corriam as ruas da cidade. A qualidade dos produtos levou a empresa a vender para 17 estados e empregar mil funcionários. A pan- demia, a longa recessão e a estratégia de pre- ços dasmultinacionais do ramo fez a empresa de Santos encolher. Hoje a CremeMel atende a oito estados, metade do mercado original. As parcerias internacionais podem ser um caminho para empresas como a de San- tos, que é presidente do Sindicato de Ali- mentação de Goiás, possam voltar a crescer. O dono da Creme e Mel está acostuma- do a participar de missões internacionais. Já esteve em feiras de negócios em Hannover, na Alemanha, e de vendas de máquinas, na Itália. Com o apoio da CNI, também partici- pou da missão em Dubai. “Visitei algumas fábricas locais. Tomei sorvete de leite de camela; é gostoso, eles fabricam a partir do leite em pó. Não sei se teria mercado aqui no Brasil”, ponderou, acrescentando que poderia fechar parcerias com restaurantes árabes no Brasil para ven- der o produto, por exemplo. “Podemos também montar uma estru- tura para a importação do pistache, um sorvete que faz sucesso em nosso cardá- pio e cuja matéria-prima aqui é muito cara”, complementou. ■ ◀ Empresas como a de Antonio Benedito, de sorvetes, podem obter saídas para as dificuldades da pandemia com parcerias internacionais 29 Revista Indústria Brasileira
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjE3OTE0