Revista Indústria - agosto 2022

está na fase final de uma pesquisa para transformar lodo de esgoto em fertilizante. Para isso, firmou parceria com dois ISIs: o de Biomassa (MS) e o de Biotecnologia (SP). “Nosso projeto exige conhecimentos em di- ferentes áreas, e as especialidades dos dois institutos se complementam”, afirma Joa- nilson Mattos, diretor de desenvolvimen- to de novos negócios e PD&I da empresa. A primeira parceria da empresa com a Rede ISI foi feita com o objetivo de pes- quisar o uso de resíduos agroindustriais na produção de briquetes, um tipo de bloco compactado feito com materiais energéti- cos como serragem, sabugo ou feno. Além do briquete, diz ele, foi possível desenvol- ver novos produtos utilizando os resíduos sólidos orgânicos como fonte de energia renovável na fabricação de fertilizante or- gânico, insumos para nutrição animal e para aplicação na indústria farmacêutica e de cosméticos. LIXO VIRA FERTILIZANTE A transformação do lodo de esgoto em fertilizantes, realizada com o apoio da Companhia de Água e Esgoto de Brasília (Caesb), inclui um processo de secagem e esterilização do produto, que, depois, po- derá ser usado na agricultura como maté- ria orgânica. “Um dos grandes problemas que temos hoje é o que fazer com o resí- duo líquido do lixo orgânico. Nossa pes- quisa busca uma solução para isso”, diz Mattos. Ele espera concluir o processo de validação da tecnologia e de depósito da patente em 2023. Com o objetivo de reduzir a quanti- dade de fertilizantes e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade na lavoura, a FertiSystem buscou o apoio do ISI em Solu- ções Integradas em Metalmecânica (RS). A parceria deu origem ao Servo, um sistema de sensoriamento para controle dos dosa- dores de fertilizantes. Evandro Martins, di- retor-geral da empresa, explica que o fer- tilizante é um dos insumos mais caros na formação da lavoura no plantio de grãos, respondendo por 35% a 45% do custo. “A ferramenta entregou mais precisão e uniformidade na adubação das lavouras e reduziu em até 20% a quantidade de ferti- lizante utilizado no solo”, afirma. Martins diz que o Instituto SENAI de Inovação foi muito importante para o su- cesso da empreitada, graças à expertise de suas equipes no atendimento das de- mandas técnicas e do desenvolvimento de tecnologias de sensoriamento, motorredu- tores, softwares e hardwares. “Nos testes em ambiente relevante, utilizamos 14,5% ▲ Tatiana Balducci, da Amazonly, do Amapá, trabalha com o ISI em Química Verde na produção de óleos e manteigas de vegetais amazônicos 12 Revista Indústria Brasileira ▶ agosto 2022 ▼ Capa

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