Revista Indústria - Junho/22

▲ Indústria de transformação brasileira sofre com escassez de linhas de financiamento, o que dificulta o acesso aos mercados internacionais ◀ Acordo com a União Europeia é "importantíssimo" e precisa ser finalizado, diz Renato da Fonseca (CNI) de crédito oficial. Para a CNI, essa realida- de mostra o quanto o Brasil está na contra- mão das principais economias e das reco- mendações internacionais. O fortalecimento do comércio exterior também impacta a qualidade dos produtos produzidos e consumidos no mercado inter- no, como explica Renato da Fonseca, supe- rintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI. “Quando uma empresa começa a ex- portar para outro país, ela passa a conhecer novos concorrentes, novos produtos e co- nhece melhor o seu próprio setor, estimu- lando a inovação. Esse é o grande papel da exportação”, explica. Uma das formas mais eficientes de um país ganhar mercado é por meio de acor- dos comerciais com outras nações ou blo- cos econômicos, como o que o Brasil nego- cia há algum tempo com a União Europeia. “Trata-se de um acordo importantíssimo, que precisa ser finalizado. Nosso foco devem ser os mercados onde temos mais condições de impulsionar a exportação da indústria de transformação”, avalia Fonseca. Dados levantados pela CNI apontam que os acordos de livre-comércio e os preferen- ciais de comércio dos quais o Brasil parti- cipa somam cerca de 8% das importações de bens mundiais. O número é 3,6 vezes menor do que a média de participação dos membros do G-20 (29%). A parte que cabe ao Brasil nas exportações mundiais da in- dústria de transformação, por sua vez, é de apenas 0,83%. ■ 35 Revista Indústria Brasileira

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