Revista Indústria - Junho/22
de Política Industrial da CNI, diz que, nesse contexto, é necessário aumentar os inves- timentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos setores público e privado. “Com a indústria 4.0 e as novas tecnolo- gias, toda a economia é afetada, e não só a indústria. A economia de baixo carbono, ou de transição energética, e a adoção das práti- cas sustentáveis que reduzem impactos am- bientais, que ganharam relevância nos últi- mos anos, são os principais determinantes para construir a indústria do futuro”, afirma. Nas iniciativas adotadas nas principais economias mundiais, o governo coordena, financia e impulsiona o setor privado para desenvolver e adotar novas tecnologias, com ganhos de produtividade que garantam a competitividade das empresas locais. Nas últimas décadas, a indústria brasi- leira teve dificuldades para enfrentar o au- mento da concorrência asiática e a mudança para o paradigma digital de produção. A par- ticipação do país na produção mundial da in- dústria de transformação está em queda des- de 2009, e em 2020 ficou em 1,32%. Com isso, o Brasil foi ultrapassado pela Rússia e caiu para a 14ª posição no ranking dos maiores produtores do setor, segundo o estudo De- sempenho da indústria no mundo , da CNI. ■ Algumas diretrizes para a elaboração de uma política industrial moderna • Criar estratégia nacional unificada de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico, alinhada à política de comércio exterior; • Garantir o compromisso político, por parte do governo federal, para a elaboração e execução das políticas industriais; • Elaborar políticas em consonância com as melhores práticas internacionais; • Elevar o esforço em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; e adequar o sistema educacional e de formação de mão de obra. Fonte: CNI 15 Revista Indústria Brasileira
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