INDÚSTRIA BRASILEIRA
Big Data para preparar o futuro CNI LANÇA OBSERVATÓRIO NACIONAL DA INDÚSTRIA PARA INTEGRAR BASES ESTADUAIS E SUBSIDIAR ESTRATÉGIAS DO SETOR PRODUTIVO Analisar dados e construir cenários para sub- sidiar decisões estratégicas é cada vez mais importante para manter a competitividade da indústria. Com o objetivo de ajudar os in- dustriais brasileiros nessa área, a Confedera- ção Nacional da Indústria (CNI) lançou, em maio, o Observatório Nacional da Indústria. “Ele surge com o papel não apenas de rea- lizar estudos sobre o futuro da indústria, mas de também ser um hub de conexão com ob- servatórios que estão nas federações”, expli- ca Márcio Guerra Amorim, gerente-execu- tivo do Observatório Nacional da Indústria. Amorimdiz que a ideia de ter um observa- tório com um olhar para o futuro surgiu em 2003, quando o Serviço Nacional de Aprendi- zagem Industrial (SENAI) criou a unidade de tendências e prospecção. Naquele momen- to, o grande desafio era trazer o aprendizado para os produtos e negócios da entidade, so- bretudo no campo da educação profissional. Desde então, foram desenvolvidas meto- dologias que se tornaram referências reco- nhecidas internacionalmente no campo de antecipação de mudança na educação profis- sional. Essas inovações, que já foram trans- feridas para mais de 20 países, têm como referência os conceitos de tecnologia emer- gente e mudanças organizacionais. “Foram identificadas as tecnologias que já existiam no mercado, mas que tinhammaior chance de difusão nos próximos anos. De- pois, fazia-se uma análise de como essas tec- nologias impactavam o mercado de traba- lho”, explica Amorim. O Observatório Nacional da Indústria sur- ge com o objetivo de integrar trabalhos já rea- lizados em algumas unidades da Federação. “Temos três observatórios que podem ser considerados mais maduros. São eles que têm nos apoiado muito na construção des- se projeto maior”, diz Amorim. Os observatórios citados por Márcio Amorim estão no Ceará, no Paraná e em Santa Catarina, mas Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Norte também já dispõem de unidades em funcionamento. O presidente da Federação das Indús- trias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, conta que o Observatório da Indústria cearense permite identificar as demandas do mercado de trabalho e aju- dar as empresas na qualificação dos tra- balhadores. “Nós estamos trabalhando com quase todas as grandes, médias e pe- quenas empresas do Estado do Ceará, ou seja, prestando serviços na área estraté- gica, de mercado e de inteligência artifi- cial, com um modelo de destaque que vem contribuindo para a fomentação do desen- volvimento industrial e econômico da re- gião ”, afirma ele. A FIEC temmais de 20 cientistas de dados atuando na análise e levantamento de infor- mações estratégicas. Desde que o trabalho começou, os aperfeiçoamentos são diários, segundo o dirigente. “É uma base de dados muito grande. Já temos 4,6 trilhões de infor- mações rodadas”, detalha Cavalcante. “So- mos a primeira federação a desenvolver esse trabalho. Já fomos visitados por mais de 15 estados”, comenta. Segundo ele, esse é mais um produto que o Sistema Indústria está ofe- recendo ao empresário. “É exatamente o co- nhecimento sobre o mercado dele ou sobre o mercado local ou mundial”, avalia. 18 Revista Indústria Brasileira ▶ maio 2022 ▼ Capa
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjE3OTE0