Revista Indústria Brasileira
▲ Setor alimentício está mais confiante, com aumento de vendas em fábricas como a Trindade Massas (PR), apesar do encarecimento de alguns insumos 37 Revista Indústria Brasileira Para se ter uma ideia, um item essen- cial na linha de produção da Trindade Mas- sas é a gordura vegetal não hidrogenada. O preço da caixa com 24 kg do produto subiu 92% nos últimos meses. Mas o otimismo da empresa paranaense não é um caso isolado. O setor alimentício foi um dos 16 que registraram aumento de otimismo entre janeiro e fevereiro, segundo o Índice de Confiança do Empresário Indus- trial Setorial (ICEI Setorial), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em outros 14 setores, houve queda de confiança, demonstrando que os resulta- dos de fevereiro foram heterogêneos e va- riaram de acordo com o setor e o porte das empresas. Apesar da queda, todos os seto- res da indústria seguem com índices acima da linha divisória de 50 pontos, indicando um ambiente de confiança. Para o presidente do Sindicato da Indús- tria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sin- dalcool-PB), Edmundo Barbosa, a confiança do setor de biocombustíveis, que aumentou em fevereiro, deve seguir, entretanto, outro caminho nos próximos meses. “Apesar da pandemia, conseguimos dar seguimento na safra de cana para a produ- ção do etanol e mantivemos os 21.800 em- pregados do setor no estado, mas as tur- bulências políticas e as interferências na Petrobras prejudicam toda a indústria”, destaca Barbosa. Ainda segundo o empresário, o anúncio do governo de que vai suspender tempora- riamente o Regime Especial da Indústria Quí- mica (Reiq), que zera as alíquotas de PIS e Cofins para a importação de matérias-pri- mas, também terá impacto negativo para a produção de combustíveis. ■
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