RIB - Outubro 2023

“Estive à frente da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC en- tre 2011 e 2013, nos primeiros anos da gestão de Robson Andrade na CNI, e retornei em 2023 à mesma posição. Tive a oportunidade de acompanhar, nesse período, a evolução do trabalho da entida- de”, relata Tatiana. Nesse intervalo, acrescenta, a CNI demonstrou capacidade de unir o setor em torno de temas fundamentais, como a reforma tributária, e, em vários momentos, teve a coragem de se posicionar sobre pautas relevantes. “Lembro quando, em 2013, a CNI se manifestou a favor do Acor- do de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comér- cio (OMC), nummomento em que as negociações ainda estavam em curso e em que muita gente, até mesmo no Brasil, acreditava que aquele seria um acordo de interesse apenas dos países desenvolvi- dos, o que, evidentemente, não é correto”, recorda ela. “Hoje, não há dúvida de que a facilitação de comércio interessa ao Brasil”, diz. Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacio- nal da CNI, explica que atuação da área internacional “engloba tanto a agenda de aprimoramento da competitividade interna do comér- cio exterior quanto a promoção da integração internacional”. Esse trabalho, segundo ela, é pautado em três frentes: defesa dos inte- resses da indústria, diplomacia empresarial e internacionalização. Nos últimos anos, o trabalho foi estruturado em 5 eixos: na es- pecialização dos temas de comércio e integração internacional, que são abrangentes; estabelecimento de mecanismos de diálogo com as empresas e entidades e instrumentos de defesa de interesse; pro- dução e disseminação do conhecimento; articulação para o forta- lecimento da integração internacional da indústria; e contribuições 43 Revista da Indústria Brasileira #082

RkJQdWJsaXNoZXIy MjE3OTE0