RIB - Outubro 2023

DESTAQUES INTERNACIONAIS: RIO+20 E COPS Além dos avanços na agenda regulató- ria, fóruns internacionais como as COPs e o B20 (braço empresarial do G20) são uma pla- taforma para que a indústria brasileira de- monstre seus esforços e apresente propos- tas em direção a uma economia de baixo carbono. A CNI tem desempenhado papel ativo nesses fóruns. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, realizada em 2012 no Rio de Janeiro, re- presentou ummarco na atuação da CNI. A entidade liderou a mobilização da indústria brasileira na cons- trução de 16 documentos setoriais de compromissos ambientais, lançados no evento Encontro da Indústria para a Sustentabilidade . “Foi, de fato, um marco que contribuiu para posicionar a indústria nacional como parte da solução para os desafios socioambientais do Brasil”, analisa Bomtempo. Já as COPs têm evoluído ao longo do tempo, com a participação não apenas de equipes técnicas e gover- nos, mas tambémde CEOs, presidentes de associações e líderes de grandes organizações. “A CNI está compro- metida em levar empresas para participar ativamente das COPs, porque enxerga oportunidades de negócio”, afirma o gerente-executivo da CNI, destacando que a entidade apresentou, emoutubro, o documento “Visão Para Rodrigo Rollemberg (MDIC), a indústria brasileira tem compromisso com a mitigação das mudanças climáticas da Indústria para a COP28”, com propostas essenciais para as negociações brasileiras no fórum global. Mariana Lisbôa, da Suzano, defende que, em es- paços de diálogo como as COPs, é necessária a atua- ção de uma entidade que una o setor produtivo. “É jus- tamente nessa unidade que encontramos força para nos posicionarmos e sermos ouvidos. E a CNI tem feito isso, tanto nacional quanto internacionalmente, com maestria e qualificação. Pude participar de diferen- tes eventos e testemunhar os resultados dessa repre- sentação”, diz ela. MERCADO DE CARBONO O PL 412/2022, que regulamenta o mercado de carbono no país, foi aprovado no Senado e segue para a Câmara. PROGRAMA ALIANÇA 2.0 O primeiro ano do pro- grama foi marcado pela assinatura de três acordos voluntários para imple- mentação de metodologia de eficiência energética em plantas industriais energointensivas, cada um deles com contrapartida financeira de R$ 400 mil. POLÍTICA NACIONAL DE ECONOMIA CIRCULAR (PNEC) Trata-se de uma articula- ção junto à Comissão de Meio Ambiente do Senado para incluir contribuições do setor no PL 1874/2022, que institui a PNEC. O projeto ainda tramita no Senado Federal. CONCESSÃO FLORESTAL Aprovada pelo Senado, a Lei 14.590/2023 prevê mudanças na Lei de Gestão de Florestas Públicas, responsável por ga- rantir a proteção das flores- tas e combater a exploração irresponsável dos recursos naturais. Mudanças visam desburocratizar o processo de concessão de florestas. 2022 2023 41 Revista da Indústria Brasileira #082

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