RIB - Outubro 2023
Nos últimos cinco anos, o setor conquistou avanços notáveis na área ambiental. Uma dessas vitórias foi a aprovação e a ratificação, em 2021, do Protocolo de Nagoia, que versa sobre acesso e repartição de benefí- cios genéticos. “A ratificação abriu caminho para que o país participe das negociações internacionais e influencie, de maneira efetiva, decisões e futuras legislações de outros países, trazendo maior segurança jurídica e transparência para as relações comerciais”, avalia Bomtempo. Mariana Lisbôa, head global de Relações Corporativas da Suzano, gi- gante de papel e celulose, acredita que a condução da agenda ambiental pela CNI junto ao Congresso é de extrema importância para o futuro da indústria. “A CNI desempenha papel crucial ao promover o diálogo entre o setor e o governo. Isso inclui o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis e a colaboração entre os setores público e privado na busca por soluções para desafios ambientais”, argumenta. A indústria está atuando, por exemplo, na modernização do processo de licenciamento ambiental, tratado no Projeto de Lei 2.159/2021, aprova- do na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado. Essa moderni- zação é vista como essencial para tornar o arcabouço regulatório mais efi- ciente, dando previsibilidade e racionalidade ao processo de licenciamento. O governo também endossa a avaliação do setor industrial sobre o papel da entidade. “A CNI tem contribuído significativamente para elevar a conscientização sobre as questões ambientais, bem como para desen- volver soluções e melhores práticas para a indústria”, diz Rodrigo Rollem- berg, secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A geração de energia eólica offshore é uma das apostas para uma economia de baixo carbono 39 Revista da Indústria Brasileira #082
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