RIB - Outubro 2023
“É na indústria que a inovação acontece” Reginaldo Arcuri (Grupo FarmaBrasil) ficado sem máscara, sem vacina e sem outros produtos e insumos cruciais no enfrentamento da pandemia”, diz ele. Outro destaque dos últimos anos, segundo Pimentel, é a agenda de inovação tecnológica, capitaneada pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). “Não nos reunimos para compe- tir, mas para levar uma visão daquilo que acon- tece em cada setor. Isso foi construído por meio da troca de ideias, que gerou uma agenda que tem sido muito útil e que os próprios governos têm absorvido”, avalia. “É na indústria que a inovação acontece”, complementa Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil (GFB). Ele lembra que também é na indústria que estão osmelhores empregos. A CNI, destaca Arcuri, funciona como “um farol aler- tando para o que ocorreria se o país abrissemão da sua indústria”. Ele acrescenta que, apesar da perda de participação no PIB, “o Brasil continua tendo o parque industrial maior e mais comple- to e sofisticado da América Latina”. Arcuri recorda que, durante a pandemia, a indústria, em especial a farmacêutica, se pro- vou um setor estratégico para o país. “O Brasil não pode abrir mão da sua segurança sanitária”. Nesse contexto, afirma, a CNI tem um papel ins- titucional de articulação no diálogo com o Exe- cutivo e o Legislativo. “Se pegarmos os exem- plos de rápida industrialização ou de rápida transformação industrial nos países já indus- trializados, uma coisa é óbvia: há uma grande articulação entre o setor público e o setor priva- do em torno de decisões comuns que criam ve- tores para o desenvolvimento”, analisa. Nesse sentido, lembra José Ricardo Roriz, presidente da Associação Brasileira da Indús- tria do Plástico (Abiplast), a CNI fez diversas pes- quisas para avaliar a situação das empresas em relação à manufatura avançada (indústria 4.0) e entender qual é o cami- nho para que as in- dústrias, ao longo do tem- po, incorporem essas novas tecnologias. “Houve muitos avanços tecnológicos nos últimos anos, e o Brasil tenta acompa- nhar — até tem tido um desempenho razoável na melhora do processo pro- dutivo, por exemplo. Um dos pilares da atuação da CNI tem sido melhorar a ino- vação dentro das empresas, não só das grandes, mas também das pequenas e médias”, defende Roriz. Synesio Costa, presidente da Associa- ção Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), diz que a criação dos Institutos SENAI de Tecnologia e Inovação, a partir de 2011, despertou uma grande quantida- de de empresas para um tema que esta- va “meio morto” nos médios e pequenos negócios. “A indústria 4.0 foi uma revolu- ção que veio para ficar. Foi um pouco na marra quando o assunto começou, mas acabou sendomais doce e suave, fácil de ser absorvido. Já estamos nos preparan- do para a próxima etapa para aumentar a competitividade”, assegura ele. 11 Revista da Indústria Brasileira #082
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